Pages

segunda-feira, 20 de junho de 2011

A ética vale quanto?

“Não se mede o valor de um homem pelas suas roupas ou pelos bens que possui, o verdadeiro valor do homem é o seu caráter, suas idéias e a nobreza dos seus ideais.” (Charles Chaplin)


Por: Ivan Sgarabotto

Uma das situações mais normais da vida profissional, é trocar de lado, digo, trabalhar em outra emissora, numa concorrente, para ter um salário maior e condições de trabalho melhores.

O que é estranho, quando um "profissional" diz publicamente uma 'coisa' "NO AR", e em "OFF", ou "FORA DO AR", sabe-se que é puro jogo de cena, para chamar atenção e posteriormente ser contratado pela outra empresa de comunicação.

Os profissionais de comunicação (não todos, "lógico") parece venderem a ética, ao criticar a concorrente e logo após, com um salário superior, esquecer o que disse, e o público não entender nada, pois, ele falou uma coisa e tomou outra atitude.

A opinião existe e ela pode ser mudada, mas, não deixa de ser estranho. No Rio Grande do Sul ocorreu um fato curioso e até estranho com um certo profissional recentemente.

O atual coordenador da Atlântida e Itapema Porto Alegre, Alexandre Fetter, trabalhou por 10 anos na PopRock (concorrente da Atlântida na época) e sempre criticava a sua ex-emissora, que por coincidência era a Atlântida. Passado 10 anos, por surpresa o Fetter retornou a emissora jovem do Grupo RBS, com um salário muito maior e mais quase todo o cast da Pop Rock foi junto.

E o papel se inverteu, o Fetter 'estranhamente' cutuca a ex-emissora (PopRock), e praticamente ele apenas trocou o nome das rádios e as críticas são quase as mesmas, ou seja, como que fica o ouvinte, em quem ele pode acreditar?

Lógico que a história é mais ampla, e este é apenas um resumo. Em nível nacional, o comunicador Gugu, ex-apresentador do Domingo Legal e do SBT, que era o sucessor do patrão Sílvio Santos, saiu da emissora por um salário de R$ 3 milhões MENSAIS para a Record e até quebrou contrato e nem multa de rescisão teve, graças ao Sílvio Santos, a Record faria o mesmo se fosse o inverso?

Na quinta-feira, 16 de junho, o apresentador Datena, que comandava o Brasil Urgente da Band, retornou a Record, emissora que ele criticava muito no ar, principalmente por causa da religião e do jornalismo. Cogita-se que o salário que ele vai receber na emissora recordiana é de R$ 2 milhões MENSAIS.

Datena que tinha uma grande multa com a Record na justiça, devido à uma rescisão de contrato anterior que já beirava aos R$ 15 milhões (e agora a multa foi "esquecida/perdoada"), e a Band vai receber R$ 20 milhões de indenização pela quebra deste contrato recém renovado.

Existem muitos outros casos, mas, a pergunta que fica é: A ética vale quanto? Era pata ter valor? Afinal, esses fatos são antiéticos ou não? O público no mínimo deveria ter uma satisfação verdadeira dos profissionais de comunicação.

0 comentários:

Postar um comentário